Mirna era uma mulher de 1,80, morena, cabelos longos, bem cuidados, lábios carnudos e olhos esverdeados.
Quem olhava para Mirna à primeira vista não podia imaginar que atrás daquela aparência bonita, calma e tranqüila estava uma mulher desesperançada com a vida.
Mostrava um corpo bem vestido que distraia um olhar de tristeza e desencanto.
O que a mantinha ainda viva era a responsabilidade. Com sua mãe aprendeu os cuidados com seus filhos.
Sua responsabilidade como mãe era o que lhe impedia de atirar-se num abismo, de dar um sumiço à própria vida.
Ela queria mesmo era morrer não fosse pelos filhos, é o que ela dizia.
Mirna não conseguia disfarçar as lágrimas que como ondas de um mar revolto inundavam seus olhos e vinham cada vez mais fortes até se tornarem um pranto de dor. Sentia-se impotente, não podia ajudar ninguém e não podia ser ajudada.
Sentia seu marido cada vez mais longe e achava que não tinha mais como alcançá-lo. A distância que os separava foi sendo preenchida pelas fantasias de Mirna, que achava que seu marido escondia algo e o escondido podia ser “não sentir desejo por mulheres”.
Cada dia, ela se envolvia mais por esta fantasia que a afastava de seu marido e lhe dava um profundo sentimento de solidão, de abandono.
Ela não conseguia ter uma realização íntima com quem quer que fosse.
Quando seu marido pedia-lhe proximidade, ela se afastava e ele sentia-se mal-amado e, quando ele se afastava, ela sentia-se sozinha. Neste vai e vem, as coisas foram piorando e a tensão entre os dois aumentava a ponto de Mirna entrar em pânico quando o marido procurava aproximar-se e, ele entrava em ansiedade quando previa que não conseguiria.
Mirna estava sempre se ocupando com as tarefas de casa e com seu trabalho fora de casa, para evitar os contatos que pudessem gerar um espaço de intimidade, de troca de afetos.
A sexualidade do casal ia de mal a pior. Ela mantinha a crença de que cabe ao homem, o dever, de que ao se aproximar de uma mulher para manter relacionamento sexual, deva chegar já excitado, o que significava ereção, aí sim, mostraria o interesse dele pela mulher. Esta crença, a ajudaria, pois se ele viesse procurá-la já pronto, ela estaria liberada das carícias preliminares que tanto a incomodavam. As aproximações que o marido lhe fazia, mesmo que fosse o pedido de um abraço, eram rejeitadas.
Sua filha de 13 anos pedia com insistência que ela lhe abraçasse, também, e a mãe freqüentemente dizia à filha que não tinha tempo, mas, se esta insistisse mais um pouquinho, a mãe lhe dava um abraço rápido, por obrigação, para que a filha parasse de pedir.
Esta moça de olhos tristes carregava consigo um grande medo de proximidade, medo de tocar e ser tocada, de abraçar e ser abraçada.
O primeiro e único beijo que Mirna deu a sua mãe foi quando sua mãe estava internada em um hospital, para morrer. Ela não aprendeu “o abraço que cura”, ela não aprendeu ”o olhar que ressuscita”, ela não aprendeu “a troca de afetos” reparadora da dor.
Mirna aprendeu que a responsabilidade, as obrigações eram as coisas mais importantes em sua história de vida, pois foi com essas qualidades que conseguiu o conforto de uma casa, a ordem, a disciplina, e sua família, mas ela ainda não aprendeu que se esta casa confortável, limpa e organizada, não tiver pessoas que se falam, que se aquecem quando se abraçam, que trocam olhares de reconhecimento, ela estará perdendo o que a vida lhe deu de melhor, a si mesma, seu marido e sua filha.
Mirna, volte à vida, dê apenas Um ABRAÇO! Comece!
Quem olhava para Mirna à primeira vista não podia imaginar que atrás daquela aparência bonita, calma e tranqüila estava uma mulher desesperançada com a vida.
Mostrava um corpo bem vestido que distraia um olhar de tristeza e desencanto.
O que a mantinha ainda viva era a responsabilidade. Com sua mãe aprendeu os cuidados com seus filhos.
Sua responsabilidade como mãe era o que lhe impedia de atirar-se num abismo, de dar um sumiço à própria vida.
Ela queria mesmo era morrer não fosse pelos filhos, é o que ela dizia.
Mirna não conseguia disfarçar as lágrimas que como ondas de um mar revolto inundavam seus olhos e vinham cada vez mais fortes até se tornarem um pranto de dor. Sentia-se impotente, não podia ajudar ninguém e não podia ser ajudada.
Sentia seu marido cada vez mais longe e achava que não tinha mais como alcançá-lo. A distância que os separava foi sendo preenchida pelas fantasias de Mirna, que achava que seu marido escondia algo e o escondido podia ser “não sentir desejo por mulheres”.
Cada dia, ela se envolvia mais por esta fantasia que a afastava de seu marido e lhe dava um profundo sentimento de solidão, de abandono.
Ela não conseguia ter uma realização íntima com quem quer que fosse.
Quando seu marido pedia-lhe proximidade, ela se afastava e ele sentia-se mal-amado e, quando ele se afastava, ela sentia-se sozinha. Neste vai e vem, as coisas foram piorando e a tensão entre os dois aumentava a ponto de Mirna entrar em pânico quando o marido procurava aproximar-se e, ele entrava em ansiedade quando previa que não conseguiria.
Mirna estava sempre se ocupando com as tarefas de casa e com seu trabalho fora de casa, para evitar os contatos que pudessem gerar um espaço de intimidade, de troca de afetos.
A sexualidade do casal ia de mal a pior. Ela mantinha a crença de que cabe ao homem, o dever, de que ao se aproximar de uma mulher para manter relacionamento sexual, deva chegar já excitado, o que significava ereção, aí sim, mostraria o interesse dele pela mulher. Esta crença, a ajudaria, pois se ele viesse procurá-la já pronto, ela estaria liberada das carícias preliminares que tanto a incomodavam. As aproximações que o marido lhe fazia, mesmo que fosse o pedido de um abraço, eram rejeitadas.
Sua filha de 13 anos pedia com insistência que ela lhe abraçasse, também, e a mãe freqüentemente dizia à filha que não tinha tempo, mas, se esta insistisse mais um pouquinho, a mãe lhe dava um abraço rápido, por obrigação, para que a filha parasse de pedir.
Esta moça de olhos tristes carregava consigo um grande medo de proximidade, medo de tocar e ser tocada, de abraçar e ser abraçada.
O primeiro e único beijo que Mirna deu a sua mãe foi quando sua mãe estava internada em um hospital, para morrer. Ela não aprendeu “o abraço que cura”, ela não aprendeu ”o olhar que ressuscita”, ela não aprendeu “a troca de afetos” reparadora da dor.
Mirna aprendeu que a responsabilidade, as obrigações eram as coisas mais importantes em sua história de vida, pois foi com essas qualidades que conseguiu o conforto de uma casa, a ordem, a disciplina, e sua família, mas ela ainda não aprendeu que se esta casa confortável, limpa e organizada, não tiver pessoas que se falam, que se aquecem quando se abraçam, que trocam olhares de reconhecimento, ela estará perdendo o que a vida lhe deu de melhor, a si mesma, seu marido e sua filha.
Mirna, volte à vida, dê apenas Um ABRAÇO! Comece!
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